GUIO DE MORAES TREM PAULISTA BAIAO 78 RPM BRAZIL FOLK BAIAO BANDINHA ZE CATITU
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Guiomarino Rubens Duarte nasceu em 20/8/1920 Recife, Pernambuco. Maestro. Compositor. Arranjador. Pianista. Produtor. Diretor artístico. Atuou em diferentes rádios e gravadoras, especialmente nas décadas de 1950 e 1960.
Começou a atuar artisticamente com apenas 14 anos de idade. Pouco depois, atuou no conjunto “Os malucos do ritmo”. Foi diretor de espetáculos musicais. Dirigiu shows de cantores como Ataulfo Alves, Jorge Veiga e Aracy de Almeida. Atuou também como diretor artístico de diversas emissoras de Rádio nordestinas. Em Belo Horizonte, organizou sua primeira orquestra, intitulada de “Guio de Morais e Seus Parentes”. Em 1950, teve o choro “Casca grossa” gravado na Todamérica por Chiquinho do Acordeom. Nessa época, passou a atuar como diretor musical da Boate Beguin, além de ver gravado por Luiz Gonzaga na RCA Victor aquele que seria um de seus maiores sucesso, assim como do próprio “Rei do Baião”, o baião “No Ceará não tem disso não”. Ainda em 1950, passou a atuar na gravadora Continental onde acompanhou nesse ano (com o grupo Guio de Morais e Seus Parentes) a cantora Marlene na gravação do choro “Esposa modelo”, de José Maria de Abreu e Carlos R. B. de Souza, e do sucesso que foi a polca “Tome polca”, de José Maria de Abreu e Luiz Peixoto, e a cantora Emilinha Borba na gravação da marcha-baião “Bate o bombo”, de Humberto Teixeira, e da marcha “Tomara que chova”, de Paquito e Romeu Gentil, sucesso carnavalesco da cantora. No mesmo ano, começou a atuar também na gravadora Todamérica na qual acompanhou artistas com seu Conjunto, sua orquestra, Seu Ritmo, Seus Parentes e Os Boêmios, todos grupos instrumentais criados e dirigidos por ele. O primeiro desses acompanhamentos foi da cantora Helena de Lima na gravação do baião “Bodocongó”, de Humberto Teixeira e Cícero Nunes, e do remeleixo “Oi, que tá bom, tá”, de Humberto Teixeira e Lauro Maia, que contou com o acompanhamento de Guio de Morais e Os Boêmios. Na Todamérica acompanhou gravações de Chiquinho do Acordeom, Ademilde Fonseca, Luiz Vieira, Araci Costa, Dóris Monteiro, Virgínia Lane, Elizeth Cardoso, Vitor Bacelar, Alice Gonzaga, Hélio Paiva,Trio Rubi, Geni Martins, Léo Vaz, Julinha Silva, Jair Avelar, Carlos Nobre, Ataulfo Alves e Suas Pastoras, Heleninha Costa, Ted Moreno, Antônio Martins, Odete Amaral, José Tobias, e Toni de Matos.
Em 1951, a marcha “Sai, assombração”, foi gravada por Diva Camargo no selo Carnaval, e o baião “Qual o que!”, com Jucatã, foi registrado pelo grupo Quitandinha Serenaders na Odeon. No mesmo ano, Osvaldo Borba e sua orquestra lançou pela Odeon o frevo “Esbodegado”, e Zé Gonzaga, irmão de Luiz Gonzaga, gravou, também na Odeon, a marcha “Tô doido que chegue!”. Também nesse mesmo ano, obteve outro razoável sucesso na voz de Luiz Gonzaga, o baião “Baião da Penha”, parceria com David Nasser. Acompanhou com o grupo Guio de Morais e Seus Parentes a cantora Ademilde Fonseca na gravação dos choros “Galo garnizé”, de Antônio Almeida, Luiz Gonzaga e Miguel Lima, e “Pedacinhos do céu”, de Valdir Azevedo com letra de Miguel Lima, clássicos do repertório da cantora. Em 1952, seu frevo-canção “Eis o frevo”, com Geraldo Medeiros, foi gravado por Diamantina Gomes e Orquestra de Osvaldo Borba pela Odeon, e os baiões “São João do carneirinho” e “Ai! Miquilina”, ambos com Luiz Gonzaga, foram gravados na RCA Victor respectivamente por Luiz Gonzaga e pelo grupo vocal Quatro Ases e Um Coringa, além do choro “Pitoresco”, que foi lançado por Canhoto e Seu Regional pela RCA Victor. Também nesse ano, outra de suas parcerias com Luiz Gonzaga foi gravada com sucesso pelo “Rei do Baião” e acabou por tornar-se um clássico da música popular brasileira: o maracatu “Pau de arara”, que conta as agruras do migrante nordetino e seu deslocamento do nordeste em direção ao sudeste nos tristemente famosos caminhões “pau-de-arara”. Também no mesmo período, o samba-canção “Saudade”, foi gravado na Continental por Jimmy Lester, marido da cantora Carmélia Alves. Ainda em 1952, fez a primeira gravação solo com o grupo Guio de Morais e Seus Parentes interpretando pela Odeon o baião “Kalu”, de Humberto Teixeira, a “Serenata de Schubert”, em ritmo de samba, o frevo “Fogão”, de Sérgio Lisboa, e o frevo-canção “Raminho de flores”, dos Irmãos Valença. Nesse mesmo ano, acompanhou com seu conjunto a cantora Emilinha Borba na gravação do baião “Cacimbão”, de Humberto Teixeira e Felícia Godoy, e com sua orquestra na gravação do mambo “Filho de mineiro”, de José Gonçalves e Zilda Gonçalves, e com o grupo Guio de Morais e seus Parentes na gravação do samba “Aconteceu”, de Peterpan, e do bolero “Bandolins ao luar”, de Green e Lourival Faissal. Em 1953, seu mambo “El tarado” foi gravado na Odeon por Osvaldo Borba e Sua Orquestra.
78 RPM
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